Coreia do Sul - História e tradições de uma nação globalizada
A história da Coreia do Sul começa em 1945, quando os processos definidos a partir do fim da Segunda Guerra Mundial dividiram a península coreana. Não obstante, quando falamos da cultura local, também falamos de um povo com passado comum, independente das cisões territoriais realizadas no século XX. A cultura coreana remonta a séculos de tradição e distinção dos seus vizinhos, tais como China e Japão.
A partição entre sul e norte, cindiu uma população que viveu unida por séculos, compartilhando mitos, histórias e formas artísticas. Hoje, quando pensamos na região, raramente atentamos aos rumos tomados ao norte. O “milagre do Rio Han”, como foi chamado o crescimento econômico e social da Coreia do Sul, ofuscou o isolamento e as opções feitas pela Coreia do Norte. É ao sul que depositamos nossa atenção. Os aspectos culturais e as tradições encontraram continuidade na modernização, a partir de Seul. Ao sul da península floresceu uma pujante economia e um dos modelos de educação mais admirados do mundo. Mas nada disso está desconectado dos aspectos milenares. Os templos budistas permanecem vivos em seu esplendor e o legado arquitetônico da Dinastia Joseon continua gerando admiração nos olhares dos visitantes. A Coreia do Sul expressa em sua tradição uma grande influência do taoísmo e do confucionismo. Mas, atualmente, o cristianismo também joga um importante papel na vida religiosa dos coreanos. A propagação das igrejas cristãs é um fenômeno das incorporações contemporâneas do país.
A diversidade sociocultural, o ambiente hiper conectado e as tecnologias propagadas por Seul não deixam os coreanos alheios às grandes metrópoles. Membros de uma nação moderna, os sul-coreanos conjugam a multiplicidade das tradições locais com o pertencimento a um universo globalizado.
Quem acompanha
Saulo Goulart | História
É historiador, professor, palestrante e fotógrafo. Doutor em história cultural pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Desenvolveu pesquisa junto às principais instituições de fomento científico do país, tais como FAPESP, CNPq e CAPES. Foi pesquisador em âmbito internacional, vinculado ao COLMEX, na Cidade do México, onde obteve extensa experiencia em arquivos históricos, paleografia, crítica documental […]
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